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A função é interligar o termopar ao cabo de extensão ou compensação e prender o termopar ao cabeçote.
A base é feita normalmente de cerâmica isolante e os terminais, de latão niquelado. Apresentam diversas formas e tamanhos que são estabelecidos pelo tipo de termopar e cabeçote utilizados.
O bloco de ligação pode ser de cerâmica ou poliamida, e é o responsável pela ligação do sensor para com os instrumentos de controle. Igualmente aos cabeçotes, eles também são os responsáveis por manter a temperatura constante entre as conexões para que não existam erros de medida, embora esteja sendo adiconado um material diferente no circuito. O bloco de ligação é confeccionado em material com alta isolação afim de que o mesmo não absorva por condução a temperatura do processo, porém devemos tomar alguns cuidados, afim de especificar o material mais indicado para cada tipo de aplicação:

1) Bloco e a umidade: Um dos problemas mais comuns, como nos cabeçotes, é o excesso de umidade que normalmente acabam por interferir nas medidas, devido a baixa isolação que ela provoca. O sensor de temperatura, para ter o seu perfeito funcionamento ele deve ter valores de isolação adequados a cada montagem, que é medida através de um megômetro, entre a bainha ou tubo metálico e os fios internos do termopar ou termoresistência. Se este valor estiver abaixo do padrão de 100 Mega ohms à 500 Volts, a mesma será classificada por estar com baixa isolação, e o resultado disso são variações do valor medido, não conseguindo se equilibrar em um sobe e desce sem fim; outra característica resultante da baixa isolação é que o valor a ser medido nunca consegue ser atingido e equilibrado, porém vai subindo aos poucos e nunca pára. O bloco de ligação quando em local com muita umidade, nos casos de serem em cerâmica, acabam absorvendo e enxarcando, resultando em uma queda na sua alta isolação que ele possui. Normalmente a cerâmica no qual são feitos, apresentam muita porosidade, que possibilita essa absorção grande da umidade, porém um dos modos de se resolver este problema é o uso de
bloco em poliamida.

2) Alta temperatura no bloco:
Em alguns casos raros, a temperatura no cabeçote chega a atingir níveis muito altos, causando danos de oxidação nos bornes de ligação. Tal fato já foi presenciado em termopar tipo "B" (PtRh30% PtRh6%) cuja temperatura do processo era de 1750°C e como a isolação da parede do forno para com o cabeçote era muito deficitária, o mesmo chegava a atingir próximo a 500°C (o alumínio funde a 700°C), o qual acelerava o processo de oxidação dos bornes.

3) Blocos que se quebram:
Muitas vezes, em processos aonde existe muita vibração, os blocos de ligação acabam em alguns casos, sofrendo uma quebra ou trinca que pode interromper o sinal. Neste caso é aconselhável o uso de blocos de ligação em material plástico sendo o mais utilizado o
poliamida ou até mesmo o nylon.

Veja também: Definição de Acessórios de Sensores // Bloco de Ligação em Poliamida //
Bloco de Ligação em Cerâmica // Cabeçote de Alumínio // Cabeçote de Poliamida //
Isoladores Cerâmicos para Termopares // Capilar Cerâmico para Termopares //

Conector Compensado // Conexões de Ajuste e Fixação //
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