TERMOPARES
TERMOPARES
ACESSÓRIOS
OUTROS ASSUNTOS
SERVIÇOS
INFORMAMOS

Invólucro normalmente construido em aluminio fundido, ferro fundido, teflon, inox nas variações com tampa roscada, parafusada, por encaixe ou por presilha.
Os cabeçotes tem como principal função a de proteção, como nos casos dos de tampa rosqueada, muitas vezes com certificados a prova de tempo e explosão, devido serem feitas internamente as ligações de fiação entre o sensor e aparelhos externos de indicação e ou controle.
Muito além da simples utilidade de proteção, os cabeçotes possuem outras funções importantes que devemos conhecer:

1) Uniformidade da temperatura no bloco de ligação (junta fria): Uma das principais leis termoelétrica, a dos metais intermediários, explica a importância do cabeçote através do seguinte enunciado: " A soma algérbrica das FEM térmicas em um circuito composto por qualquer número de materiais diferentes será zero, se todo o circuito se encontrar a uma mesma temperatura".
Uma conseqüência desta lei é que um terceiro metal homogênio senpre pode ser adicionado ao circuito termoelétrico sem causar distorções da FEM original, desde que suas extremidades estejam à mesma temperatura. Neste ponto, das extremidades estejam à mesma temperatura. Neste ponto, das extremidades que realmente estejam à mesma temperatura, se aplica ao bloco de ligação, com seus terminais tipo bornes de ligação em latão niquelado ou inox, ou seja um material diferente é adicionado ao circuito. Para que os bornes de ligações em latão niquelado ou inox não interfiram na medição, as suas extremidades deverão estar a mesma temperatura e neste caso, o cabeçote devidamente tampado, acaba isolando o seu ambiente interno homogenizando assim a temperatura. Como o bloco de ligação cerâmico, interno ao cabeçote, é feito de material isolante e as dimensões do borne de ligação sendo muito pequeno, podemos assim garantir as exigências desta lei.

2) Proteção eletrostática: Os cabeçotes de ligação muitas vezes são utilizados como proteção a transmissores de temperatura, que convertem o sinal do sensor, seja ele PT-100 ou termopar, para 4 a 20mA (miliampere). Muitas vezes estes transmissores de temperatura, quando possuem ajustes de zero e spam, através de "trimpots", que acabam se tornando pequenas antenas que captam qualquer ruído ou interferência externa próxima a eles. Um exemplo prático e comum é o uso do rádio de comunicação, que quando utilizados, geram sinais de alta freqüência, que interferem nas medidas provocando oscilações. Para se resolver este problema, basta que o transmissor de temperatura esteja protegido por um cabeçote metálico (alumínio, ferro ou inox); desta maneira o transmissor terá a proteção elestrostática do cabeçote, que dissipará os ruidos e interferências através da parte metálica do sensor e conseqüentemente à tubulaçao ou carcaça do local que está sendo medido. Se o local aonde estão instalados os sensores não houver um aterramento suficiente, é comum ligar-se um fio para esse fim; algumas empresas se utilizam de um dos bornes do bloco de ligação que não estão sendo usados, para aterramento, e toda instrumentação de cabeamento já é passada desta forma. Quando da compra dos sensores pode-se solicitar a inclusão deste borne de aterramento que logicamente deverá estar em contato com o corpo metálico do cabeçote, porém internamente; outra forma também utilizada é a ligação de um fio de aterramento pelo lado externo do cabeçote através de apenas um parafuso de fixação.
Os cabeçotes de plásticos ou teflon já não oferecem esta propriedade de proteção elestrostática, podendo nestes casos ser a única solução a troca pelos metálicos.

3) Identificação de processo: Os cabeçotes dos sensores de temperatura muitas vezes recebem pinturas especiais em epóxi afim de servirem como identificadores de segurança, para se ter uma visualização rápida e eficiente do local.
As pinturas podem também oferecer proteção afim de que o cabeçote suporte as intenpéries ou ações de ambientes quimicamente corrosivos. Nestas situações é possível resolver estes problemas com a troca do material que é feito os cabeçotes como por exemplo os de alumínio indicados para a maioria dos locais, mas em regiões litorâneas, a alta oxidação faz com que muitas vezes as tampas quando rosqueadas travem. A melhor forma de tirá-las é fazendo um corte transversal em toda a tampa, de modo a separá-las lateralmente.
Nos locais com alto índice de corrosão, os mais indicados são os cabeçotes de PVC, teflon, ou os de alumínio com tampa tipo baioneta-engate rápido ou abertura por presilha.

4) Umidade no cabeçote: Um dos problemas mais complicados a se resolver porém através de um bom estudo, podemos melhorar e muito a vida útil e performance dos sensores. Lembramos entretanto, que a melhor forma de resolver o problema de umidade ainda é insistir com a montagem através do cabeçote, totalmente contrário ao que se pensa, aonde a montagem com pote e rabicho, iremos resolver este problema. Esta montagem se repararmos bem, verificaremos que a resina que é colocada no pote de ligação afim de selar a conexão entre cabo e sensor não conseguir fixar de maneira adequada na isolação do condutor, fazendo com que qualquer movimentação do rabicho, o vão aumente de tamanho possibilitando a entrada de umidade para o sensor. Isso sem contar que a umidade poderá entrar pela própria isolação do cabo que termina dentro do sensor; existem potes de ligação tipo prensa cabo aonde através de um aperto teremos uma melhor isolação, pois a anilha de teflon responsável por este aperto, fixa de maneira adequada à isolaçao externa do cabo de ligação, mas a prática ainda mostra que tal montagem tem suas limitações. Já com o cabeçote, existe a possibilidade de usar resinas especias que quando utilizadas fazem uma perfeita isolação da parte interna pois, não endurecem e não trincam; alguns tipos de emborrachamento também são muito bem aceitos.
Já presenciamos casos aonde a umidade no cabeçote era proveniente da isolação do cabo ou seja a umidade percorria a isolação do mesmo até chegar ao sensor; este caso é excepcional, pois neste processo o mesmo percorria a isolação devido a uma diferença de pressão do processo o qual estava submetido o sensor (montagem pote e rabicho), porém vale a pena relatarmos este assunto.

Veja também: Definição de Acessórios de Sensores // Bloco de Ligação em Poliamida //
Bloco de Ligação em Cerâmica // Cabeçote de Alumínio // Cabeçote de Poliamida //
Isoladores Cerâmicos para Termopares // Capilar Cerâmico para Termopares //

Conector Compensado // Conexões de Ajuste e Fixação //
  ÚLTIMAS DICAS E DEPOIMENTOS DE USUÁRIOS...  

Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site sem a expressa autorização do autor ou citação da fonte www.termopares.com.br
Temperatura - Pressão © 1999 - 2013 - SP - www.termopares.com.br - www.asme.com.br - www.thermocouples.com.br - www.thermocouple.com.br
www.thermowell.com.br -www.thermowells.com.br
Conteúdo destinado a Estudantes, Profissionais de Instrumentação, Automação, Projetos com o objetivo de esclarecer e tirar dúvidas.
O Portal não se responsabiliza por qualquer uso indevido de seu conteúdo sem a presença de um profissional responsável.